Arquivo mensais:agosto 2013

Mirtilos e Saúde – Links

Os Mirtilos fazem bem à saúde. Para não dizer que somos nós os únicos pensando assim, elencamos aqui alguns artigos falando sobre isso:

De acordo com Os poderes do mirtilo – Revista Veja – Eneida Ramos :

  • tem forte ação antioxidante e combate ao envelhecimento precoce.
  • possui Vitaminas A, C, E e minerais como potássio, cobre, ferro e zinco.
  • tem ação anti-inflamatória e proteção celular.
  • tem ação anticâncer.
  • ajuda na saúde Cardiovascular
  • ajuda na regulação da glicemia.

De acordo com o U.S Highbush Blueberry Council:

Blueberry and Health

Faça seu próprio iogurte!

Como passamos a consumir muito iogurte natural, comprar potinhos estava ficando inviável… Então comecei a praticar o que já sabia: fazer iogurte é muito fácil.

Você vai precisar de:

  • 1 litro de leite orgânico ou tipo A (integral ou semidesnatado)
  • meio copo do seu próprio iogurte anterior ou (na primeira vez) meio pote de iogurte natural de uma marca que você acha muito saboroso (experimente várias!).
  • Uma tigela de vidro ou louça com capacidade de 1 litro ou mais, com uma tampa que não seja de plástico (pode ser um prato, tampa de panela ou outra – plástico aquecido libera substâncias que você não quer, no seu iogurte).

Ferva o leite, para eliminar outros lactobacilos e cultivar somente os que vai “semear”.

Quando estiver morno, coloque uma pequena quantidade na tigela  e misture bem com meio copo de iogurte natural. Despeje o restante do leite morno, misture e tampe.

Mantenha num local onde não esfrie rapidamente: dentro do micro-ondas, forno do fogão, uma caixa de isopor ou embrulhado em duas toalhas. Em aproximadamente 10 horas, está pronto (varia um pouco, dependendo se está calor ou frio).

Eu costumo fazer à noite, coloco a tigela no micro-ondas e fecho (mas não ligo, é só para manter aquecido). No dia seguinte, bem cedo, está perfeito!

Depois de pronto, conserve na geladeira e bom apetite!

 

 

 

 

 

Livro ‘Let My People Go Surfing’

let my people go Surfinglet my people go surfing Yvon Chouinard

Este não é um livro sobre plantas, é um livro sobre empresas. Ou melhor, sobre uma empresa muito especial, a Patagonia, e sobre o surfista, escalador e businesman Ivon Chouinard, um ex-hippie que começa o livro quase se desculpando por ser empresário.

Um livro sobre caráter, sobre princípios acima dos lucros. Um livro que mostra que é possível conciliar sucesso a valores morais, e que, se não for, existem pessoas dispostas a pagar o preço e abrir mão do sucesso.

Uma das primeiras (talvez a primeira) empresa a ter creche no local, usar algodão orgânico e tingimentos não poluentes em toda sua linha e criar um serviço de conserto ou reciclagem de roupas usadas, a Patagonia apoia movimentos conservacionistas por um motivo quase ingênuo: “para que continuem a existir os lugares onde gostamos de praticar nossos esportes”.

Embora o limiar de viabilidade tenha sido desafiado e quase ultrapassado, com críticos de mercado anunciando o fim da empresa idealista, ao invés de sucumbir, hoje a Patagonia é o exemplo, quando se quer citar uma empresa que existe por um objetivo maior, para mudar o mundo, não apenas para gerar dividendos aos acionistas.

Livros ‘Justiça’ e ‘O que o dinheiro não compra’

JusticaJustiça e O que o dinheiro não compra Michael J. Sandel

Esses dois livros não falam de plantas, e sim sobre nossa atuação, consciente ou inconsciente, no mundo.

O autor é professor em Harvard, e seu curso “Justice” é um dos mais populares e influentes naquela Universidade. Quase mil alunos aglomeram-se para ouvir Sandel relacionar as grandes questões da O que o dinheiro nao comprafilosofia política aos mais prosaicos assuntos do dia-a-dia.

Baseado nesse curso, “Justiça” tem vida, provoca o raciocínio e é sábio — uma nova e essencial contribuição para a pequena prateleira dos livros que abordam, de forma convincente, as questões mais difíceis da nossa vida cívica.

“O que o dinheiro não compra” analisa a interferência das leis de mercado em áreas até pouco tempo regidas por outros valores.

    Algumas das boas coisas da vida são corrompidas ou degradadas quando transformadas em mercadoria. Para decidir quando o mercado faz sentido e onde deveria ser mantido à distância, precisamos decidir que valor atribuir aos bens em questão. Abordando superficialmente as questões, é fácil dizer “isto é muito nobre para ser vendido”, mas ao analisar cada caso profundamente, raramente a resposta é tão simples.

     Não é um livro moralista que simplesmente condena tudo que “está por aí”. Pelo contrário, levanta muitas questões as deixa em aberto, para que reflitamos sobre elas e sobre o mundo que estamos construindo com nossas escolhas, nossas ações e omissões.

Livro ‘Primavera Silenciosa’

PrimaverSilent springa Silenciosa Rachel Carson

Raramente um único livro altera o curso da história, mas este fez exatamente isso. O clamor que se seguiu à sua publicação em 1962 forçou a proibição do DDT e instigou mudanças revolucionárias nas leis que dizem respeito ao nosso ar, terra e água.

A preocupação apaixonada de Carson como futuro Primavera Silenciosade nosso planeta reverberou poderosamente por todo o mundo, e seu livro eloquente foi determinante para o lançamento do movimento ambientalista. Em 2000, este notável trabalho foi considerado, pela Escola de Jornalismo de Nova York, uma das maiores reportagens investigativas do século XX.

Livro 'Backyard Fruits and Berries'

Backyard FBackyard Fruits and Berriesruits and Berries: Everything You Need to Know About Planting and Growing Fruits and Berries in Your Own Backyard Miranda Smith

Este lindo livro não fala de cultivo comercial, mas das muitíssimas vantagens de se cultivar frutas no quintal. Com belas pranchas de espécies, a única restrição é que são todas espécies de clima temperado. No sul e no sudeste, podemos aproveitar peras, pêssegos e outras, mas nas regiões mais quentes, é um belo livro com aplicação restrita. Ainda assim, um belo livro!

Livro 'Teaming with Microbes'

Teaming Teaming with microbeswith Microbes: a gardener’s guide to the soil food web Jeff Lowenfels

 Depois de ler este livro, nunca mais consegui olhar para a terra como um conjunto de coisas imóveis (grãos minerais, água, matéria orgânica morta, NPK e micronutrientes), que as plantas precisavam alcançar.

Os autores apresentam, bem debaixo de nossos pés (e raízes), um animado entreposto comercial de matérias orgânicas e inorgânicas. Atores conhecidos (como as minhocas) contracenam com outros de nomes esquisitos, grandes e pequenos, visíveis e invisíveis, todos contribuindo – num solo saudável – para que as plantas obtenham a saúde e nutrição de que precisam.

Na segunda parte, ensinam como ajudá-los e obter a colaboração desses trabalhadores subterrâneos, “teaming with microbes”, trabalhando em equipe com eles.

Livro "Landscaping with fruit"

Landscaping with fruit – Lee Reich

Antes mesmo de iniciar o cultivo das berries, sempre gostei de paisagismo, e esse livro tem uma proposta muito bacana de uso de plantas frutíferas como elementos focais no paisagismo.

As espécies sugeridas nem sempre se adequam ao nosso clima, mas as ideias são facilmente aplicáveis a arbustos, árvores e trepadeiras frutíferas que costumamos ver confinados em pomares, mas bem podem enfeitar o jardim da entrada.

Orgânicos por um mundo melhor

A engrenagem central da economia é a alimentação. A comida regula o mundo! E já que cada um cotidianamente “vota” por meio de suas compras, estamos engajados nesse segmento econômico como revolucionários alimentares. Já que as escolhas da população guiam as tendências da indústria, temos a responsabilidade de apoiar, com nosso poder de compra, as empresas que incentivem o bem comum. Hoje em dia, pagar mais pelo orgânico local é uma ação carregada de sentido, um ato que fala por si. Uma gota d’água inspiradora que participa significativamente da corrente da mudança.

É nosso poder de compra que mantém o produtor, o atacadista e o comerciante e os obriga a respeitar nossos valores. É possível nutrir a vida simplesmente com o poder de nossas escolhas.

Extraído de:

Essencial – a arte da gastronomia sem fogão, pág 14

David Côté e Mathieu Gallant

Maquiando a comida?

Estamos numa época de muitas possibilidades. A engenharia de alimentos evoluiu muito no século 20 e início do século 21. É possível mudar a cor, a consistência, o sabor e a durabilidade dos alimentos. É verdade que nossos antepassados já faziam isso tudo, mas estavam criando outra coisa. Hoje mudamos todos esses parâmetros para fazer um produto parecer como era na época de nossos avós. Estamos maquiando a comida?

Explico melhor. Suponha que você está no filme ‘de volta para o futuro’ e caiu em 1956. Aí você quer convencer seu filho a tomar leite. Você inclui uma banana ou coloca umas folhinhas de hortelã. Muda o sabor, a cor. Se for mais habilidoso e tiver tempo, procura num livro de receitas e vai atrás de uma transformação mais sofisticada. Você está criando outra coisa. E como os produtos a sua volta são naturais, o resultado ainda é natural.

Aí você consegue voltar ao presente. Vai ao mercado comprar leite e é muito curioso. Vai encontrar  variedade: leite de caixinha que dura alguns dias, leite com vitaminas, leite longa vida (que dura meses no seu estoque) e tem até um leite natural, que tem de ficar na geladeira senão pode estragar ou virar coalhada.

Já se perguntou que tipo e quantidade de conservantes são colocados no leite, de forma a poder ficar fora da geladeira sem estragar? Uma parte do processo de conservação “longa vida” corresponde à esterilização do leite, que mata os lactobacilos benéficos que leite de verdade tem. Teoricamente o leite ‘morto’ se conservaria sem aditivos, na caixinha. Acredite se quiser.

Conhece os nitritos, usados nos embutidos? São um veneno conhecido. Quem tem aquário sabe, pois os peixes morrem quando ele aparece. Hoje há conservantes nos embutidos, nos vinhos, nas geleias… esses produtos sempre existiram, conservante para quê? Na Grécia, se usava conservantes no vinho? E nas geleias? Não dá para entender porque alguém põe conservante na geleia, se o próprio processo de produção já garante a conservação. Vão estocar por 10 anos, ou o vidro não estava limpo?

De vez em quando um novo conservante artificial é condenado após ser usado por anos nos produtos. As pesquisas, para chegarem a conclusões sobre os malefícios de um produto químico podem demorar uma década ou duas.  Procure no Google por ‘conservante proibido’ e tire suas conclusões.

E porque precisamos comprar um produto com tanto tempo de durabilidade? É mais prático, certamente, mas vale a pena o risco?

Os corantes são outros candidatos a problema: Para deixar um produto mais bonito, e mais parecido com a cor que naturalmente deveria ter, coloca-se corantes naturais ou artificiais. Os corantes artificiais muitas vezes estão associados a alergias.

Em casa compramos gelatina com corantes naturais ou fazemos, com gelatina sem sabor e suco de maracujá, uva ou nossa calda de amoras. Felizmente ainda há opções.

Agora, sobre os aromatizantes. Se você compra um suco de laranja que ‘contém laranja’ mas é obrigado a colocar aromatizante, não é esquisito? Quanto de laranja de verdade tem nesse suco? Está escrito em letrinhas pequenas…

E ainda existem produtos que parecem uma coisa mas são outra. Uma vez fui ao mercado comprar requeijão. Acabei me enganando pelo preço em promoção e trouxe um produto que estava junto do requeijão, tinha o vidro de requeijão, a marca de requeijão, a cor, a espessura,… era uma “Especialidade láctea”. Não sei bem o que é isso, mas certamente não era meu requeijão. Até hoje ouço piadas em casa: ‘Não vou misturar minha geleia padrão europeu com sua especialidade láctea’. É melhor rir e engolir o sapo.

Bom, graças a Deus estamos vendo uma virada. Cada vez mais, por orientação médica, por conscientização, ou por outros tantos motivos, estão aparecendo produtos livres de agrotóxicos, livres de conservantes artificiais, sem corantes artificiais, orgânicos, de cara limpa.

Em minha opinião mesmo que tenhamos que pagar mais por esses produtos, vale a pena adquiri-los, porque é melhor gastar em comida hoje do que em remédio no futuro.

Arnaldo