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A Hortelã - produtora de mirtilo e amora

A Hortelã

O hortelão era aquele que cuidava da horta, ou do horto, onde se cultivavam as ervas aromáticas que serviam de tempero e remédio, além de frutas e vegetais usados na alimentação.
Daí, que sempre vi em mim a hortelã – desde sempre às voltas com a terra, plantando, cuidando, colhendo… Quando começamos a produção de frutas, o nome que seria nossa marca já estava escolhido.

Antes das frutas, cultivávamos uma horta orgânica, e fornecíamos para amigos e pessoas próximas, porque a terra é generosa: a produção sempre era muito maior que a capacidade de consumo de uma família.

Pés de Mirtilo

Pés de Mirtilo

Em 2009, surgiu a oportunidade de iniciar um projeto profissional. Depois de conhecer as exigências de cultivo do Mirtilo (Blueberry), percebemos que o friozinho lá do sítio, que fica entre Piedade e Tapiraí, SP, era perfeito para essas frutinhas ainda pouco conhecidas por aqui.
Com a orientação de um agrônomo especialista em frutas de clima temperado, chegamos a um viveiro que produz mudas de boa qualidade,e adquirimos o primeiro lote. Junto, trouxemos também amoras-pretas – que não têm nada (além do nome) em comum com a amora do quintal da vovó. Em inglês, nem o nome: a amora de árvore, que todo mundo conhece desde criança, é a mulberry, e a amora-preta, um arbusto espinhento de frutos grandes e suculentos, é a blackberry.
Daí vieram as agruras e alegrias de todo caminho novo e desconhecido.
A opção pela agricultura orgânica foi inevitável: consumidores convictos de orgânicos há mais de 20 anos, não é possível imaginar outro modo de produção que não seja limpo, sustentável e resulte em produtos que vão fazer bem a quem os produz e a quem os consome.
Conhecemos bem os motivos para optar por alimentos cultivados de maneira sustentável e harmoniosa, em lugar daqueles extraídos à força de solos exauridos, fora da sua época natural de produção, às custas de muita química.
Uma agricultura que possa ser perpetuada por nossos filhos, netos e bisnetos, pois respeita os recursos que utiliza, ao invés de esgotá-los – isso é ser sustentável.
A primeira colheita ocorreu no verão 2011/2012, e neste ano, foi mais intensa. Tanto que levou ao início do processamento em forma de geleias “de alfaiataria”: feitas com muita, muita atenção e carinho, buscando o ideal impossível de guardar em vidros o sabor da fruta fresca.  Em 2013/2014 passamos a ter mais canais de venda de frutas frescas ou congeladas e as geleias estão no aguardo do momento certo para voltar. E aqui estamos, no turbilhão da vida, à espera do que vem pela frente.